A rifa do burro

por Gabriel Naressi em 10 de maio de 2009 às 14:11

Garotos espertos hein :D
Certa vez quatro meninos urbanos foram ao campo e, por 100 reais, compraram o burro de um velho camponês.O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas, quando voltaram, aconteceu o seguinte diálogo:

- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.

- Então devolva-nos o dinheiro!

- Não posso, já o gastei todo.

- Então, de qualquer forma, queremos o burro.

- E para que o querem? O que vão fazer com ele?

- Nós vamos rifá-lo.

- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?

- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.

Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos e aconteceu novo diálogo:

- E então, o que aconteceu com o burro?

- Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais.

- E ninguém se queixou?

- Só o ganhador. Porém lhe devolvemos os 2 reais e ficou tudo resolvido.

Os quatro meninos cresceram e prosperaram. Um deles fundou um banco chamado Opportunity. O outro, um banco chamado Marka. O terceiro, uma igreja chamada Universal. O último tornou-se Presidente do Supremo Tribunal Federal.

2 toscos comentaram "A rifa do burro"

  1. Mateus Henrique Says:

    O Dono da Universal é o que mais tem dinheiro. Vive pedindo aos fiéis! kkkkkk

  2. n Says:

    COMPROMETIMENTO
    Certos prejuízos são virtuais. Estando o burro morto ou não, nenhum dos compradores da rifa teve prejuízo, nem mesmo o ganhador, que reclamou e foi reembolsado. Portanto, de acordo com essa lógica, ninguém cometeu crime algum. Aliás, prosseguindo no raciocínio, poderemos rifar o que quisermos, sem risco e com possibilidade certa de ganhos altos.
    Mas podemos supor que os demais 499 compradores da rifa ficaram sabendo do engodo. É possível imaginar como se sentiram: enganados, lesados, roubados. Com certeza o relacionamento dessas pessoas com os garotos ficou muito prejudicado. Dificilmente elas voltariam a confiar neles em qualquer outro assunto.
    Nas empresas acontecem pequenos fatos que, aos olhos dos funcionários, podem comparar-se à marotagem da rifa. Mesmo que por trás não haja a intenção criminosa de ganho à custa dos outros, o sentimento pode ser o mesmo.
    Olhando à nossa volta podemos perceber situações às vezes sutis que envolvem, bem lá no fundo, algum traço de engodo. Várias situações de “confidencialidade” são desse tipo. No caso, o prejuízo para cada pessoa pode ser, como dissemos, apenas virtual, mas o abalo no comprometimento das pessoas é real e duradouro, talvez permanente.

    Esteja sempre de bom-humor!

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